O secretário de Defesa, Mark Esper, disse que o ataque às instalações petrolíferas da Arábia Saudita, no sábado passado, representa “uma escalada dramática da agressão iraniana”, que justifica o reforço de forças militares na região do Golfo.

Durante uma conferência de Imprensa, no Pentágono, o secretário de Defesa recordou ainda a destruição de um veículo aéreo não tripulado (‘drone’) norte-americano abatido pelas forças iranianas, em junho, e a apreensão de um petroleiro britânico pelo Irão, para explicar a decisão.

“Para evitar novas escaladas, a Arábia Saudita solicitou assistência internacional para proteger a infraestrutura energética do reino, e os Emirados Árabes Unidos também pediram ajuda”, disse Esper.

“Em resposta aos pedidos dos dois reinos, o Presidente [Donald Trump] aprovou o envio de forças americanas, que serão defensivas por natureza e focadas principalmente na força aérea e na defesa antimísseis”, acrescentou o secretário de Defesa.

Presente na conferência de Imprensa esteve igualmente Joe Dunford, chefe de Estado Maior, que disse não estar ainda decidido o número exato de soldados, nem o tipo de equipamento que será enviado como reforço, mas avançou que será um destacamento “moderado”.

Estados Unidos e Irão atravessam uma fase de tensão crescente, desde que Washington acusou Teerão de não respeitar o acordo nuclear, impondo fortes sanções económicas, e perante o anúncio do aumento de produção de urânio enriquecido por parte do Irão, como retaliação pelas sanções.

Em maio, os EUA enviaram um porta-aviões e uma unidade de aviões bombardeiros para o Médio Oriente, como medida defensiva de ações do Irão contra interesses norte-americanos na região.

RJP // HB

Lusa/Fim

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.