Os votos desviados favoreceram o candidato da Frelimo, Filipe Nyusi, que foi consagrado vencedor das eleições de 15 de Outubro, agora fortemente contestadas pela oposição liderada pela renamo.

As formas ilícitas incluem enchimento de urnas e falso recenseamento, dizem os autores do estudo citado pelo Centro de Integridade Pública (CIP).

O estudo diz que “as províncias de Tete e Gaza tiveram o maior registo de enchimento de urnas (…) em larga escala em mais de 20% das mesas de voto”. Isso deu, pelo menos, 90 mil votos ao partido Frelimo.

Também no tocante ao enchimento de urnas, o estudo aponta que “aproximadamente 58 mil eleitores votaram para o presidente sem, no entanto, terem votado para a AR (parlamento), mas ninguém terá visto alguém a colocar um boletim de voto apenas numa urna e não na outra”.

Nas províncias de Tete, Zambézia e Nampula, o estudo indica que foi registado o fenómeno de “votos extraídos de um candidato através da sua inutilização, ou através da sua inclusão na lista de votos em branco ou nulos”. Nisso, a oposição perdeu 61 mil votos.

Entre outras irregualidades, em Gaza, o estudo nota que mais de 161 mil eleitores-fantasma  “votaram efectivamente a favor de Nyusi”.

Outra situação que favoreceu o desvio de votos, aponta o estudo, foi a exclusão de mais de três mil observadores, “porque o número de votos a favor de Nyusi foi mais alto em mesas de voto onde não havia observadores.

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