A escalada de tensão entre Washington e Teerão mantém-se. Hoje, o ministro da Defesa iraniano, Amir Hatami, afirmou que “o Irão está pronto ao mais alto nível militar para enfrentar qualquer tipo de ameaça ou exigência excessiva” dos Estados Unidos. Citado pela agência de notícias Irna, o ministro acrescentou que o Irão vai “vencer a frente americano-sionista”.

A 5 de Maio, os Estados Unidos anunciaram o envio para o Médio Oriente de uma bateria de mísseis terra-ar Patriot e de um navio de guerra, depois de os serviços de informações militares terem indicado que a Guarda Revolucionária equipou barcos com mísseis e equipamento militar.

Esta quarta-feira, Washington anunciou que vai retirar funcionários de serviços não urgentes da Embaixada norte-americana em Bagdad e do consulado em Erbil, uma semana depois da visita surpresa do secretario de Estado, Mike Pompeo, a Bagdad. A deslocação foi justificada por uma suposta ameaça das milícias xiitas pró-iranianas que teriam mobilizado lança-roquetes perto de bases americanas no Iraque.

Por sua vez, as milícias xiitas negam as acusações, dizem que Washington está a criar uma “guerra psicológica” e sublinham que os argumentos americanos lhes fazem lembrar a “mentira das armas de destruição maciça no Iraque” em referência ao pretexto usado pelos Estados Unidos para invadir o Iraque de Saddam Hussein em 2003.

O aumento de tensão entre Washington e Teerão aumentou nos últimos dias, depois de o Irão ter suspendido partes do acordo de 2015 relativo ao seu programa nuclear, precisamente um ano depois de os Estados Unidos se terem retirado do mesmo acordo e dias depois de terem reforçado as sanções económicas ao Irão.

Entretanto, no fim-de-semana, vários navios foram alvo de “actos de sabotagem” ao largo dos Emirados, e os Estados Unidos suspeitam Teerão de estar por trás destes actos. Washington avisou, logo, que os 5.200 soldados americanos no Iraque estavam em estado de alerta avançado devido a possíveis “ataques iminentes”.

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