"Já estamos praticamente no fim, o resto do sistema na região centro está reposto", disse Aly Impija, presidente do conselho de administração da EDM, citado pelo canal privado STV.

A EDM investiu 21 milhões de dólares na reposição da infraestrutura danificada pelas intempéries na zona centro do país.

A empresa está a mobilizar mais recursos para a restauração definitiva das linhas de transmissão na mesma região.

Quanto à zona norte do país, a EDM precisa de três milhões de dólares para a reposição provisória do sistema, estimando que para o restabelecimento definitivo, sejam necessários 103 milhões de dólares.

Até ao momento, a empresa estatal conseguiu arrecadar 47 milhões de dólares.

O ciclone Idai, que atingiu o centro do país em março, provocou 604 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas.

A intempérie provocou cheias intensas que arrastaram aldeias, pontes, estradas e outras infraestruturas, criando lagos gigantescos que levaram semanas a desaparecer.

A cidade da Beira, uma das principais do país, foi atingida pelo Idai, ficou severamente danificada e serviu de palco a uma gigantesca operação de mobilização de meios internacionais para apoio à população.

A destruição atingiu ainda os países vizinhos do Zimbábue e Maláui.

O ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matou 45 pessoas e afetou 250.000.

Mais de meio milhão de pessoas ainda vivem em locais destruídos ou danificados, enquanto outros 70.000 permanecem em centros de acomodação de emergência, segundo o mais recente relatório da Organização Internacional das Migrações (OIM), de julho, que alerta para a falta de condições para enfrentar a nova época chuvosa, que começa em novembro.

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