"Evitar a zona" é a medida que encabeça a lista de precauções a tomar, segundo o alerta de segurança publicado na quarta-feira.

"Devido a ameaças de ataque, sequestro e outras formas de violência, a embaixada reitera o apelo para precaução redobrada aos cidadãos dos EUA que consideram viajar para província de Cabo Delgado, especificamente para os distritos de Mocímboa da Praia, Nangade, Palma, Macomia, Ibo, Ancuabe e Quissanga", lê-se no aviso.

A representação diplomática norte-americana tem emitido alertas regulares a desaconselhar deslocações para a região de Cabo Delgado devido à violência armada, o último dos quais em março, variando os distritos sobre os quais incide especial atenção.

A região é palco de um dos maiores investimentos de empresas norte-americanas em África, devido à construção de megaprojetos de exploração de gás natural, em que a petrolífera Exxon Mobil lidera um dos consórcios.

O último ataque em Cabo Delgado aconteceu na quarta-feira na povoação de Tingina, no distrito de Nangade, onde foram destruídas viaturas, mercadoria e habitações, disseram residentes à Lusa.

A região de Cabo Delgado vê-se a braços com ataques de grupos armados desde Outubro de 2017, após anos de conflitos latentes entre muçulmanos de diferentes origens, com a violência a nascer em mesquitas radicalizadas.

Pelo menos 300 pessoas já morreram, segundo números oficiais e da população, e 60.000 residentes foram afectados, muitos obrigados a deslocar-se para outros locais em busca de segurança, segundo as Nações Unidas.

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