A linha, de 563 quilómetros, é considerada uma obra estrutural, partindo da central térmica de Temane, em Inhambane, sul do país, para incluir três subestações em três províncias (Inhambane, Gaza e Maputo) até chegar à capital do país.

Segundo escreve hoje o diário Notícias, prevê-se que o empreendimento arranque no próximo ano e esteja pronto em 2023.

A central, capaz de produzir 400 megawatts de eletricidade, vai apoiar o desenvolvimento socioeconómico na província de Inhambane e de toda a região sul do país.

A energia será produzida com o gás natural explorado pela companhia sul-africana Sasol, nos depósitos subterrâneos de Temane.

A produção de energia termoelétrica é assim apresentada como "uma solução de abastecimento fiável e de baixo custo para o país, contribuindo para o desenvolvimento económico e industrialização, incluindo a infraestruturação do setor através do gás produzido localmente", refere o Governo.

O projeto está avaliado em mais de 400 milhões de dólares e será financiado pelo Banco Mundial, Noruega, Banco Islâmico de Desenvolvimento, Banco Africano de Desenvolvimento, Fundo da Opec (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para o Desenvolvimento Internacional e pelo Banco de Desenvolvimento da África Austral.

Estima-se que apenas 28% de pessoas tenham acesso à rede elétrica no país com cerca de 28 milhões de habitantes.

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