Ninguém está em condições de fornecer informações concretas e críveis sobre a tragédia que se passa com cerca e 500 migrantes de dois navios humanitários, Ocean Viking e Open Arms, sem paradeiro certo no Mediterrâneo.

As embarcações têm estado entre as costas da Itália, de Malta, da Grécia e de ilhas próximas da Turquia, mas ainda não há uma estratégia bem definida que países vão acolher os malogrados migrantes e imigrantes muitos africanos.

O Alto Comissariado da ONU para os refugiados, já reagiu dizendo que a situação é grave e que a Grécia, por exemplo, não está em condições de acolher mais migrantes pelo que apela à solidariedades de outros países europeus.

Em pleno período de férias de verão, não há vozes autorizadas no seio da União europeia para avançar com soluções concretas. Aliás há ma divisão na Europa.

Na Itália, o ministro do Interior, o homem político forte italiano, da direita dura, continua em campanha para tomar as rédeas do país e uma das suas armas é a condenação da migração e imigração clandestina.

A Organização médica humanitária internacional, Médicos Sem Fronteiras emitiu no fim do dia um comunicado afirmando que trabalha em conjunto com a SOS Mediterrâneo, francesa, na gestão do problema em torno do navio Ocean Viking.

Exigem que seja “providenciado quanto antes um porto seguro para o desembarque das 356 pessoas socorridas nas águas internacionais do Mediterrâneo Central, ao largo da Líbia, entre 9 e 12 de agosto, e que se encontram agora a bordo do barco de buscas e salvamento.”

As duas ONG’s humanitárias já pediram às autoridades marítimas de Malta e de Itália, “para assumirem a coordenação e apoio necessários a que se identifique um porto seguro para o desembarque, uma vez que são os mais próximos centros de coordenação existentes com capacidade para prestar esta assistência”.

São portanto, apelos e medidas de intenções mas sem que haja nada de concreto para salvar os 500 migrantes dos barcos Ocean Viking e Open Arms, o que é “uma tragédia, uma desumanidade que se passa na Europa”, segundo o economista português, José Reis, investigador de assuntos económicos europeus.


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