O ataque contra um "chapa" ocorreu numa estrada terraplanada no interior do distrito de Gondola. Um passageiro morreu crivado de balas quando o veículo foi "metralhado" por um grupo armado, durante a emboscada, contaram várias testemunhas.

A viatura foi depois incendiada numa estrada de argila, cerca de 60 quilómetros a nordeste de Chimoio, capital de Manica.

Uma mulher também terá morrido atingida por balas quando foi surpreendida na sua quinta.

Os feridos graves foram evacuados após terem sido socorridos pela Força de Defesa e Segurança, que se encontrava a alguns quilómetros do local do incidente, segundo testemunhas ouvidas pela DW África. Foram observados no hospital provincial de Chimoio e tudo indica que estão fora do perigo.

"Pedi que não me matassem"

Zinho Chico, uma das vítimas, conta como tudo aconteceu: "Nós íamos para região de Pinanganga, somos chapeiros, e de repente só ouvimos tiros. Eu consegui abrir a porta e saltei, o outro [passageiro] também saltou e o motorista. Deram-me um tiro na cabeça e infelizmente a bala não entrou."

"Éramos quatro pessoas e um foi atingido e morreu no local. Aproximaram-se da viatura e incendiaram o mini-bus. Percorri cerca de 500 metros de joelhos e seguiram-me quatro homens armados, trajados com farda verde, e eu pedi que não me matassem", contou à DW África Chiringa Taimo, o motorista da viatura atacada.

Contactada pela DW África, a polícia prometeu pronunciar-se esta quinta-feira (07.11) sobre o ataque.

Com este ataque, sobe para dez o número de mortos desde agosto devido a incursões armadas, primeiro contra veículos, mas que, entretanto, se tem intensificado contra alvos civis e das forças de defesa e segurança - aumentando também o raio de atuação.

por: Bernardo Jequete (Manica), Agência Lusa

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