O valor faz parte de 1.200 milhões de dólares que a comunidade internacional prometeu desembolsar para a reconstrução das infraestruturas destruídas pelos ciclones Kenneth e Idai numa conferência de doadores, no último ano.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Osvaldo Machatine, citado pelo jornal Notícias, disse que o dinheiro já garantido será investido em infraestruturas de proteção costeira e num sistema de drenagem de águas, em escolas, sistema de abastecimento de água e distribuição de energia.

Estradas, pontes, empreendimentos agrários, construção e apetrechamento de um centro regional de previsão e análise do tempo da cidade da Beira são outros dos domínios que vão receber financiamento no âmbito da reconstrução pós-ciclones.

"O valor não é estático, os desembolsos vão acontecendo na medida em que forem apresentados os projetos que nos são exigidos para o efeito", referiu.

Osvaldo Machatine explicou que a prioridade agora é "passar para o terreno" os projetos de reconstrução.

António Sánchez, embaixador da União Europeia (UE) em Moçambique, referiu que se está a atingir uma "velocidade cruzeiro para a reconstrução" e que essa resposta deve ser dada de forma "resiliente", ou seja, com infraestruturas preparadas para enfrentar as alterações climáticas.

O ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique, em março, provocou 604 mortos e afetou cerca de 1,5 milhões de pessoas, nomeadamente na cidade da Beira, enquanto o ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país, em abril, matou 45 pessoas e afetou 250.000 pessoas.

Foi a primeira vez que Moçambique foi atingido por dois ciclones de categoria extrema na mesma época das chuvas, de outubro a abril.

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