O neozelandês Andrew Pearse, antigo director do banco Credit Suisse, o britânico Surjan Singh, director no Credit Suisse Global Financing Group, e a búlgara Detelina Subeva, vice-presidente deste grupo, detidos em 03 de Janeiro, aguardam a extradição para os Estados Unidos, na sequência de um processo aberto pela justiça norte-americana.

Os três são suspeitos de contornar e defraudar os sistemas de controlo interno dos bancos, de omitir informações importantes sobre a probabilidade da corrupção nestas transacções e de eliminar e substituir regras impostas pelo grupo financeiro.

Noutra instância, este processo, iniciado pela justiça norte-americana, aguarda também a extradição do antigo ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, detido desde o final de Dezembro na África do Sul, enquanto que o negociador do grupo de construção naval Privinvest, o libanês Jean Boustani, já está detido nos Estados Unidos.

Todos são acusados de envolvimento num esquema de corrupção que lesou o Estado moçambicano em 2.200 milhões de dólares (1.950 milhões de euros), devido a empréstimos ocultos às empresas estatais moçambicanas Ematum, Proindicus e MAM, garantidos pelo governo, cujos valores foram desviados para enriquecimento próprio dos suspeitos.

O caso, que conta com uma investigação própria também no país, vai ser julgado ao abrigo da Lei das Práticas de Corrupção Estrangeiras (FCPA, na sigla em inglês), que condena o pagamento de subornos a membros de governos estrangeiros para aprovação de negócios em benefício próprio.

Em 2016, a revelação de que o Governo tinha prestado garantias do Estado escondidas em empréstimos levou à suspensão de vários apoios internacionais, incluindo do Fundo Monetário Internacional (FMI), contribuindo para a degradação das perspectivas económicas do país.

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