“Eu sou amigo de Armando Guebuza e respeito a pessoa que ele é, um patriota de um país”, disse em entrevista à Lusa o dono de uma das maiores empresas moçambicanas, a Intelec, de que o ex-Presidente chegou a ser sócio.

Um dos visados no caso é o filho, Ndambi Guebuza, que está preso mas Salimo Abdula admitiu que se as investigações se estenderem ao pai “será uma grande deceção”.

Credores não vão negociar sem ver justiça atuar

Salimo Abdula considerou, em entrevista à Lusa, que os credores de Moçambique "não vão avançar" com negociações enquanto a justiça não concluir o processo designado de "dívidas ocultas".

"Penso que os credores não vão avançar enquanto a justiça não finalizar o processo. Acho que uma questão está dependente da outra. Depois de a justiça concluir o julgamento, penso que o passo seguinte" é "ver quem é o culpado e negociar a dívida", afirmou numa entrevista à Lusa, o empresário, dono de uma das maiores empresas de Moçambique, a Intelec (grupo que atua nos setores da Energia, Publicidade, Turismo, Finanças, Recursos Minerais, Telecomunicações, Imobiliária e Consultoria.

A Procuradoria-Geral da República de Moçambique (PGR) anunciou no dia 22 de março que 28 pessoas foram constituídas arguidas no âmbito do processo das dívidas ocultas, tendo sido remetida ao tribunal a acusação contra 20 delas.

Julgamento de ex-ministro nos EUA seria "mais credível"

O empresário e presidente da Confederação Empresarial da CPLP admitiu que o julgamento do ex-ministro das Finanças de Moçambique nos EUA, suspeito no caso de dívidas ocultas, "daria mais credibilidade ao processo".

"Daria mais credibilidade", admitiu, em entrevista à Lusa o empresário que teve há alguns anos como um dos accionistas da sua empresa, o antigo presidente, Armando Guebuza.

No entanto, "como cidadão moçambicano ficaria triste e ofendido" se o seu país não "tivesse uma justiça capaz, a este nível de proceder a um julgamento tão sensível como este, que mexe com a sociedade toda moçambicana".

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