De acordo com informação divulgada na página do Facebook da Sala da Paz, os dois cidadãos detidos "faziam parte do grupo de cinco pessoas que estiveram envolvidas no assassinato do ativista Anastácio Matavel. Dois perderam a vida no local e um encontra-se em fuga."

Anastácio Matavel saía de uma formação de observadores "onde fez a abertura da sessão" e depois de entrar no seu automóvel, foi "seguido e baleado" por desconhecidos, informou a plataforma da sociedade civil moçambicana que se dedica à observação eleitoral.

Em conferência de imprensa, a Sala da Paz classificou o ato como "bárbaro", apelando às "autoridades competentes para uma investigação apurada com vista a encontrarem-se os autores do crime". Segundo a organização não-governamental (ONG), trata-se de um "crime hediondo" e os autores devem ser punidos "de forma exemplar".

Campanha eleitoral sangrenta

O homicídio acontece em plena campanha eleitoral e depois de, há uma semana, uma outra pessoa ligada a ações partidárias ter sido assassinada.

Um grupo desconhecido baleou mortalmente um líder de bairro pertencente à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder), em Manica, centro do país.

Desde o arranque da campanha eleitoral, em 31 de agosto, já morreram 38 pessoas, a maioria em acidentes de viação, ligadas às ações partidárias e às eleições, segundo contas da ONG de observação Centro de Integridade Pública (CIP).

Em 15 de outubro, 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher o Presidente da República, dez assembleias provinciais e respetivos governadores, bem como 250 deputados da Assembleia da República.

por:content_author: ms, Agência Lusa

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