“Esta vulnerabilidade social das nossas populações tem de ser respondida com medidas de apoio, com técnicas para uma produção familiar sustentável de alimentos da época”, disse Lutero Simango, chefe da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Lutero Simango falava em Maputo no enceramento da primeira sessão da nona legislatura, que arrancou em março.

De acordo com o deputado, a segurança alimentar das famílias passa necessariamente por as autoridades saberem como lidar com o setor informal.

“Muitos dos nossos concidadãos nesse setor vivem o seu dia-a-dia para terem o pão imediato, sem capacidade de poder acumular para os dias seguintes”, explicou.

Por seu turno, o chefe da bancada parlamentar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Viana Magalhães, disse que o Governo deve criar uma cesta básica para as famílias para que não sofram com o impacto da pandemia.

“Instamos o Governo a providenciar uma cesta básica para os desfavorecidos”, disse no seu discurso de enceramento da sessão ordinária.

A Renamo acrescentou que há necessidade de se criar “condições favoráveis” para albergar pessoas contaminadas, sem abandonar os que padecem de outras patologias.

O deputado sugeriu “que se adotem medidas assertivas para que a vida não pare", tendo em conta que "o desemprego disparou e a economia está de rastos”.

Sérgio Pantie, chefe da bancada parlamentar da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) seguiu a mesma linha, dizendo serem necessárias mais formas de atenuar o impacto da pandemia sobre as famílias.

“Apelamos ao Governo para encontrar outras formas de minorar os problemas do povo, sobretudo o aumento do custo de vida causado pelos abalos da economia mundial e da COVID-19”, disse Sérgio Pantie.

A Frelimo elogiou algumas medidas tomadas pelo Governo, como a isenção do IVA sobre óleo, sabão e produtos de primeira necessidade e a redução das tarifas de energia.

A Assembleia da República de Moçambique encerrou hoje a sessão plenária, após 20 dias de trabalhos marcados pela aprovação de várias medidas de combate à COVID-19.

A AR vai voltar às reuniões plenárias em outubro deste ano, para a última sessão ordinária de 2020.

Moçambique conta 307 doentes infetados pelo novo coronavírus, dois mortos e 98 recuperados.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 380 mil mortos e infetou quase 6,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,7 milhões de doentes foram considerados curados.

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