“Neste sentido, revela-se importante o apoio da comunidade internacional para a mobilização de recursos adicionais em benefício da região para fazer face aos desafios económicos e sociais que os Estados-membros enfrentam”, afirmou Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente guineense falava na cimeira extraordinária dos chefes de Estado e de Governo da Organização dos Estados Africanos, Caraíbas e Pacífico, realizada hoje, para debater a problemática da COVID-19, enquanto representante dos estados da CEDEAO.

No discurso, Umaro Sissoco Embaló salientou também que a CEDEAO apoia a iniciativa da União Africana de “negociações com os parceiros para anulação da dívida pública e reestruturação da dívida privada dos países africanos”.

O chefe de Estado guineense sublinhou que a COVID-19 está a ter um impacto “profundamente negativo” a nível social, económico e de segurança humana e que representa uma ameaça para o “processo de desenvolvimento económico e social e para o programa regional para a paz e segurança”.

A nível da CEDEAO, Umaro Sissoco Embaló informou os seus pares de que a organização sub-regional tem estado a mobilizar recursos para apoiar a organização de saúde da África Ocidental, a União Africana e que os Estados-membros “comprometeram-se em alocar pelo menos 15% do orçamento anual para reforçar os sistemas de saúde”.

Na região da CEDEAO, já foram confirmados mais de 35.000 casos de infeção pelo novo coronavírus, dos quais 14.812 foram dados como recuperados.

Segundo os últimos dados divulgados pela organização, a CEDEAO registou também 717 vítimas mortais.

Além da Guiné-Bissau, fazem parte da CEDEAO o Benim, o Burquina-Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

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