"Tudo isto corresponde a uma estratégia desenhada pelo Governo destinada a ocultar os dados da evolução da pandemia no país e fazer crer à população e ao mundo que a pandemia está controlada", adiantou o CPDS, oposição, em comunicado.

A Guiné Equatorial pediu ao escritório para África da Organização Mundial de Saúde que substitua "com urgência" a representante na Guiné Equatorial, a médica Triphonie Nkurunziza, solicitando a sua saída "imediata" do país.

Na carta enviada à OMS África, Malabo não indica qualquer razão para o pedido, mas, na sexta-feira, perante o senado, o primeiro-ministro da Guiné Equatorial, Pascual Obama Asué, acusou a representante da OMS de "ter manipulado os dados de pessoas contaminadas" com o novo coronavírus.

"Não temos um problema com a OMS, temos um problema com a representante da OMS em Malabo", acrescentou durante a sessão transmitida pela televisão pública

Em causa estará, segundo fontes locais, o facto de a responsável da OMS continuar a atualizar os dados relativos à pandemia na Guiné Equatorial depois de o Governo ter alegadamente optado por deixar de tornar essa informação pública diariamente.

Os números da doença têm sido motivo de controvérsia, com a oposição a associar a saída de Triphonie Nkurunziza ao que classificam de "gestão caótica e desastrosa" da resposta governamental à pandemia de COVID-19.

A oposição equato-guineense adianta que a situação "está longe" de estar controlada.

"A consequência desta estratégia, temerária e sem sentido, é que a população acredita que a COVID-19 está superada ou que simplesmente não existe na Guiné Equatorial", aponta o CPDS.

Como resultado, prossegue o comunicado, "a população relaxa nas medidas de prevenção e o vírus alastra com grande celeridade entre os habitantes, como se constataria se se publicassem os verdadeiros dados dos testes que estão a ser feitos".

Tomando como base os dados publicados até 24 de maio pela OMS e que apontavam para 1.043 casos positivos e 12 mortos, o CPDS acredita que seguindo "a progressão exponencial nas últimas semanas é de temer que o país tenha alcançado já as duas mil ou mais infeções".

A Guiné Equatorial regista 1.306 casos de COVID-19, 12 mortos e 275 doentes recuperados, segundo a mais recente at

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