"Se conseguida a mobilização de recursos, isso vai ter um impacto significativo do ponto de vista social e, sobretudo, para as famílias vulneráveis", disse Vasco Nhabinde, diretor de Estudos Económicos e Financeiros no Ministério da Economia e Finanças.

Vasco Nhabinde falava hoje em Marracuene, nos arredores da capital moçambicana, no segundo dia da conferência científica organizada pelo Instituto Nacional de Saúde sobre a COVID-19.

A assistência será feita através do Instituto Nacional de Ação Social (INAS) de Moçambique, que deverá priorizar projetos de apoio a populações vulneráveis, principalmente em zonas rurais.

Para identificar as famílias em situação de vulnerabilidade no país, segundo o diretor, foi usado o Índice de Pobreza Multidimensional, e, assim, chegou-se ao total de 990 mil pessoas.

"[Alistamos] primeiro os distritos com maior vulnerabilidade e, dentro destes, os bairros. O índice permitiu-nos fazer o seguimento até a base, onde nós conseguimos identificar as famílias", afirmou Vasco Nhabinde.

Os 240 milhões de dólares fazem parte de um total de 700 milhões de dólares que o país pediu aos parceiros internacionais para cobrir o défice orçamental face à pandemia.

Metade do valor total, 309 milhões de dólares, já foi disponibilizado pelo Fundo Monetário Internacional e, segundo o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, vários outros parceiros manifestaram a intenção de apoiar o país, com destaque para o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e a União Europeia.

Moçambique tem um cumulativo de 651 casos positivos de COVID-19, quatro óbitos e 169 recuperados.

No âmbito do combate à pandemia, o país vive em estado de emergência desde 01 de abril, prorrogado por duas vezes até 29 de junho.

Estão em vigor várias restrições: todas as escolas estão encerradas, espaços de diversão e lazer também estão fechados, estão proibidos todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa, se não tiver motivos essenciais para tratar.

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