Um total de 474 famílias das povoações de Lamego e Tica, no distrito de Nhamatanda, receberam 'kits' de higiene, compostos por baldes com torneira, sabão e cloro, que permitem, por exemplo, facilitar a lavagem das mãos em locais onde a falta de infraestruturas básicas é um problema crónico.

A ação da organização não-governamental (ONG), que conta com o apoio da World Jewish Relief, inclui também distribuição de máscaras e uma campanha de sensibilização sobre lavagem frequente das mãos e a importância do distanciamento social.

O projeto visa os agregados familiares mais vulneráveis em Nhamatanda, nomeadamente "vendedores dos mercados locais e utentes de transportes públicos", refere Abdulai Chabane, coordenador do projeto de emergência da ADPP.

"Não sabemos quando esta pandemia vai terminar, pelo que vamos continuar a sensibilizar todas as comunidades”, acrescentou o chefe da localidade de Lamego, Simão Saize, citado no comunicado.

O projeto foi desenvolvido em colaboração com a direção distrital de serviços sociais que ajudou na identificação das 474 famílias vulneráveis, 355 em Lamego e 119 no posto administrativo de Tica.

A ADPP e a World Jewish Relief trabalharam recentemente nos distritos de Nhamatanda e Marringué num outro projeto dedicado à distribuição de 'kits' alimentares, de higiene e saúde para a população vítima das cheias que em 2019 e no início deste ano têm assolado a zona centro do país.

A última época das chuvas em Moçambique, de outubro a abril, matou pelo menos 54 pessoas e afetou cerca de 65 mil, muitas com habitações inundadas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em março de 2019, provocou 603 mortos e a cidade da Beira, uma das principais do país, foi severamente afetada.

Moçambique tem atualmente 103 casos de infeção pelo novo coronavírus, sem registo de mortes e com 34 pessoas recuperadas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 286 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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