Segundo a agência noticiosa angolana Angop, que não adianta mais pormenores, o encontro decorreu no Palácio do Povo, na capital chinesa.

A participação ao mais alto nível de Angola tem em vista culminar as negociações para uma nova linha de crédito chinês de 11.000 milhões de euros, destinados ao financiamento de vários projetos.

João Lourenço tem a intenção de finalizar as conversações com as autoridades chinesas para um novo programa de financiamento, incidindo sobre os projetos e montantes que a China poderá conceder.

Entre eles está a negociação dos termos para um empréstimo de 1.282 milhões de dólares (1.098 milhões de euros), montante destinado a pagar até 85% do valor do contrato para a conceção, construção e acabamento do novo aeroporto internacional da capital de Angola, que está a ser construído a 30 quilómetros de Luanda por várias empresas chinesas.

Através do banco estatal chinês, que apoia a importação e exportação do país (Exim Bank), Angola está também a negociar empréstimos de 690 milhões de dólares (600 milhões de euros) para a construção da marginal da Corimba (Luanda).

Em negociações estão também os empréstimos de 760,4 milhões de dólares (651,7 milhões de euros) para o sistema de transporte de energia elétrica do Luachimo, e de 1.100 milhões de dólares (942,8 milhões de euros) para a construção de uma academia naval em Kalunga, Porto Amboim (Cuanza-Sul).

Globalmente, Angola tenta fechar uma linha de crédito de 11.700 milhões de dólares (10.028 milhões de euros) para projetos de infraestruturas, indicou hoje fonte oficial, através do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), segundo informação do Fórum de Cooperação China-África (FOFAC), que cita o sítio de notícias CLBrief (Breves sobre a China e a Lusofonia).

João Lourenço, que se encontra em Pequim desde sábado, participa pela primeira vez no Fórum como chefe de Estado, cargo para o que foi eleito nas presidenciais de agosto de 2017 e empossado a 27 de setembro do mesmo ano.

Acompanham o Presidente angolano os ministros angolanos das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e das Finanças, Archer Mangueira, além de funcionários do gabinete de João Lourenço.

A cimeira China-África é uma plataforma de consultas e diálogo coletivo, cujo objetivo é o fortalecimento de consensos, aprofundamento das relações de amizade, bem como a intensificação e promoção da cooperação.

A primeira edição do FOCAC realizou-se em Pequim, em 2006, e a segunda na África do Sul, em 2016.