Falando num comício popular em Bula, a 45 quilómetros de Bissau, onde abriu a campanha eleitoral, que vai decorrer até dia 27, Domingos Simões Pereira afirmou que “a tarefa de desenvolver o país arrancará a partir do dia 29″.

“A comunidade internacional está na expectativa para perceber o que queremos do nosso país”, frisou Simões Pereira.

Confiante na vitória, com base nos resultados que trouxe da primeira volta, Domingos Simões Pereira avisou os que “ainda não perceberam que a Guiné-Bissau mudou” para aproveitarem os “dias da campanha para se juntarem aos ventos da mudança”.

Sem citar nomes, o candidato questionou o que terá mudado na apreciação que vários líderes políticos guineenses faziam do seu adversário, Sissoco Embaló, que antes depreciavam, mas que agora decidiram apoiar.

Simões Pereira disse que certos políticos lhe terão prometido apoios na segunda volta, mediante a contrapartida de que, se for eleito chefe de Estado, derrube o atual Governo, liderado pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes.

“Disse a essa gente que estão a ler um livro atrasado. Comigo não haverá essa coisa de derrube de governos”, garantiu Domingos Simões Pereira, merecendo palmas da assistência que se encontrava no campo de futebol de Bula.

O candidato suportado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) prometeu “uma nova Guiné” assente no diálogo, no perdão e que “só olhará para o desenvolvimento”.

Domingos Simões Pereira referiu-se ao Presidente guineense cessante, José Mário Vaz, para informar que aquele viajou hoje para o Congo, alegadamente com o propósito de ir pedir dinheiro.

“Chega de humilhar a Guiné-Bissau. Comigo na Presidência acabou aquela imagem de um país com os joelhos no chão e as mãos estendidas a pedir”, assegurou, recebendo outra salva de palmas da assistência.

O candidato disse ainda que não vai perder tempo e nem se vai deixar distrair pelos seus adversários, mas anunciou que a partir de agora, por serem apenas dois candidatos, os guineenses “têm total liberdade” de vasculharem a vida dos dois concorrentes ao cargo de Presidente do país.

“Os guineenses podem revistar as nossas vidas, saber de onde viemos, o que fizemos até aqui, o que pensamos para o país e qual o nosso percurso académico e outros”, declarou Simões Pereira.

Mais de 760 mil guineenses escolhem no dia 29 o próximo Presidente da Guiné-Bissau entre Domingos Simões Pereira, do PAIGC (no poder), e Umaro Sissoco Embaló, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15, líder da oposição).

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