"O que estamos a fazer é debater o relatório do Comité de Verificação [que é o órgão de disciplina do partido], compreender com profundidade o que aconteceu e no fim teremos um veredito", afirmou Caifadine Manasse, em declarações aos jornalistas.

A Frelimo, prosseguiu, toma sempre posição em relação aos temas que debate em torno da vida do partido e do país.

A análise ao comportamento de Samora Machel Júnior e a todo o relatório do Comité de Verificação será feita com base nos princípios que o partido defende, nomeadamente a unidade, estabilidade e coesão, acrescentou o porta-voz da Frelimo.

"O que queremos é que a sociedade compreenda que o partido Frelimo funciona como uma família e dentro da família pode existir alguém com um certo comportamento, mas faz parte da família", frisou.

O porta-voz da Frelimo assinalou que a avaliação da conduta dos seus membros não irá desviar o partido do seu foco principal, que é a preparação das eleições gerais de 15 de outubro.

O Comité de Verificação da Frelimo decidiu instaurar um processo disciplinar contra Samora Machel Júnior após o político ter decidido concorrer às eleições municipais de 10 de outubro do ano passado por uma associação cívica contra o candidato do seu próprio partido, Eneas Comiche.

O filho de Samora Machel enveredou por uma candidatura independente, depois de a Frelimo o ter impedido de concorrer nas internas do partido por razões até agora desconhecidas.

Na resposta ao processo disciplinar, Samora Machel Júnior acusou o Presidente da República e da Frelimo, Filipe Nyusi, de violar os estatutos do partido por supostamente ter impedido a sua candidatura ao município de Maputo.

Samora Machel Júnior exigiu ainda que a Frelimo abra um processo disciplinar contra Filipe Nyusi.

O Comité Central vai debater, até domingo, os relatórios dos órgãos diretivos do partido, a situação política e económica do país, bem como o grau de preparação das eleições gerais de 15 de outubro.

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