Bernardino Rafael afirmou que os líderes dos atacantes “saíram da República Democrática do Congo, onde se encontravam em algumas mesquitas e em regiões ricas em diamantes”.

“Esses líderes sempre viveram da exploração de recursos naturais e tentaram penetrar em Moçambique, onde recrutaram os nossos irmãos para serem treinados na República Democrática do Congo”, realçou o Comandante-Geral da Polícia.

Rafael afirmou ainda que alguns encontram-se detidos naquele país e que o Governo está a encetar diligências para a sua extradição para Moçambique.

Ele referiu, no entanto, que o Executivo não está a conseguir trazê-los de volta para Moçambique “para que nos possam informar quem é que os recrutou”.

Os ataques a alguns distritos da província nortenha de Cabo Delgado constituem uma das principais preocupações colocadas por cidadãos em encontros recentes do Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, no contexto da sua presidência aberta pelas regiões norte e centro de Moçambique.

Ajuda das Forças Armadas

Um camponês de Mueda quis saber, por exemplo, o que é que está a ser feito para evitar que as eleições de 15 de Outubro sejam perturbadas pelas acções dos insurgentes.

Entretanto, a petrolífera italiana ENI, que lidera um consórcio no projecto de gás natural em Cabo Delgado, quer contratar serviços das Forças Armadas para a protecção da empresa e das suas instalações no território nacional.

Um comunicado da empresa refere que os serviços de segurança devem incluir, mas não se limitarem a equipas armadas de segurança pessoal e forças armadas locais, sublinhando que o serviço deverá garantir protecção às instalações em terra e no mar.

Alguns distritos próximos das áreas de infraestruturas das multinacionais envolvidas nos projectos de gás natural em Cabo Delgado têm sido alvo de ataques armados por parte dos insurgentes.

O comunicado refere ainda que “os serviços serão indicativamente necessários a partir do início de 2020, por um período de três anos, com a possibilidade de extensão por um período de um ano”.

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