Dados da Comissão Eleitoral Australiana mostram que a coligação conquistou 78 lugares, mais dois do que a maioria absoluta na câmara baixa, a Câmara de Representantes.

Os Trabalhistas, de centro-esquerda, ficaram com 67 assentos, menos dois do que tinham.

A câmara baixa é ainda composta por um deputado cada dos Verdes, do Katter Australian Party e da Centre Alliance mais três independentes.

Vitórias amplas dos liberais no estado de Queensland – onde conquistaram 23 mandatos contra seis dos trabalhistas - e na Austrália Ocidental - 11 contra cinco, ditaram um resultado que veio contradizer todas as sondagens e projeções.

Os trabalhistas venceram nos estados de Victoria e South Australia e ainda nas regiões do Território Norte e do Australian Capital Territory, com um empate no estado de Nova Gales do Sul.

Um dos fatores que contribui para a reeleição da coligação do Governo foi o facto de o sistema preferencial lhes dar muitos dos votos de partidos mais pequenos, especialmente os conservadores.

A “votação preferencial” significa que os eleitores numeram por ordem os seus candidatos e que os votos de todos os eleitores são assim distribuídos, segundo as preferências, pelos partidos mais votados.

Se os eleitores nomearem apenas um candidato de um partido e se esse partido não estiver entre os dois mais votados, o voto é distribuído de acordo com as decisões de preferências feitas pelos partidos.

O objetivo é garantir sempre uma eleição ‘maioritária’, mas implica que, em alguns casos, o partido mais votado no voto ‘primário’ acabe por não vencer no círculo eleitoral devido à distribuição de preferências.

Tendo em conta essa ‘distribuição’ de votos, os dois maiores partidos tiveram praticamente o mesmo número de votos – quando falta ainda concluir a contagem total dos votos postais – que não vão alterar o resultado.

A coligação conseguiu 5,28 milhões de votos contra os 5,09 milhões dos trabalhistas.

O resultado levou à demissão do líder dos trabalhistas, Bill Shorten.

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