Vários pedidos foram formalizados para a organização desta manifestação no Champ-de-Mars. Este local reúne as condições de segurança necessárias e poderá receber os manifestantes”, pode ler-se no comunicado. “Um dispositivo de segurança será activado para proteger os locais sensíveis da capital [Paris], as estradas, as estações de comboio e caminhos-de-ferro, bem como nas plataformas de logística”.

Os Coletes amarelos queriam, inicialmente, manifestar-se junto à Praça da Concórdia (Place de la Concorde), mas o Ministério do Interior sempre se mostrou contra, “por por razões óbvias de segurança”. Chistophe Castaner e Laurent Nunez lembraram, no entanto que “ a liberdade de manifestação é um direito fundamental e portanto, obviamente que não se trata de proibir a manifestação”.

Os “coletes amarelos” são um movimento criado nas redes sociais e alimentado pelo descontentamento da classe média-baixa. Trata-se de um movimento cívico à margem de partidos e sindicatos. Começou contra o aumento do imposto sobre o combustível e alargou os protestos contra a carga fiscal em geral.

Desde o início da mobilização, no passado sábado, duas pessoas morreram e cerca de 530 ficaram feridas.

Para o próximo sábado estão previstos novos bloqueios e a manifestação no Champ-de Mars (junto à Torre Eiffel). O objectivo é obrigar Paris a parar.

Ontem o Presidente de França admitiu “medidas severas” contra “comportamentos inaceitáveis” nas manifestações dos coletes amarelos. Emmanuel Macron sublinha que “existem sofrimentos legítimos que é preciso entender, mas também comportamentos inaceitáveis. Devemos ser intransigentes com a ordem pública”.

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