“O partido Frelimo obteve 8.395 votos, correspondentes a 45,78%, o Movimento Democrático de Moçambique obteve 1.594 votos, correspondente a 8,69%, e a Renamo obteve 8.349 votos, correspondentes a 45,53%”, anunciou o presidente da CNE, Abdul Carimo, numa conferência de imprensa convocada para apresentar os resultados oficiais da votação.

A segunda votação em Marromeu resultou da decisão do Conselho Constitucional, que ordenou a repetição da votação em oito mesas distribuídas por duas escolas na autarquia na sequência de irregularidades nas eleições autárquicas de 10 de outubro.

Com os resultados, a Frelimo e a Renamo terão o mesmo número de assentos no Conselho Autárquico de Marromeu (oito), e o Movimento democrático de Moçambique terá um.

De acordo com a organização não-governamental Centro de Integridade Pública (CIP), os resultados apresentados hoje são diferentes dos preliminares, que apontavam uma vitória da Frelimo com 9.143 votos, seguida pela Renamo, com 8.417, e pelo MDM com 1.442 votos.

“Os dados de apuramento intermédio pela Comissão Distrital de Eleições (CDE) de Marromeu foram claramente forjados e diferem dos dados dos observadores que participaram no processo. O apuramento intermédio foi aprovado apenas pelos membros da Frelimo na CDE”, escreve a organização, que classificou de “grosseiramente fraudulento” o escrutínio.

O mandatário da Renamo, André Magibire, considerou o escrutínio uma “autêntica brincadeira”, reiterando que o seu partido vai recorrer da decisão de forma pacífica.

“Estes senhores são ladrões. Houve caso de pessoas a carregarem urnas e presidentes de mesas que fugiram com editais. Isto é uma brincadeira”, afirmou o mandatário da Renamo.

A Frelimo, por sua vez, manifestou-se satisfeita com os resultados, considerando que as alegadas irregularidades que foram denunciadas deviam ter sido submetidas às autoridades dentro dos prazos previstos por lei.

“Cabe aos órgãos eleitorais compilar todos estes aspectos e trazer aqui as decisões. Não cabe a um partido fazer isso”, afirmou Alcídio Nguenha, mandatário da Frelimo.