O porta-voz da CNE, Paulo Cuinica, citado hoje pelo diário O País, afirmou que oito vogais do órgão votaram a favor da participação dos quatro candidatos da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) nas eleições gerais de 15 de outubro.

Sete vogais votaram contra e dois abstiveram-se, acrescentou Paulo Cuinica.

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) contesta as candidaturas a cabeças-de-lista da Frelimo às eleições para as assembleias provinciais de Júlio Paruque, pela província de Maputo, sul do país, Francisca Tomás, pela província de Manica (centro), Manuel Rodrigues, por Nampula, norte, e Judite Massangeia, Niassa, também no norte.

O principal partido da oposição considera que os quatro não podem ser cabeças-de-lista naquelas províncias, porque se recensearam em círculos eleitorais diferentes das províncias onde vão concorrer.

"Não foi possível encontrar um entendimento e não houve outro recurso, senão a votação", afirmou o porta-voz da CNE.

Pela primeira vez na história do país, os governadores das dez províncias serão designados através de eleição dos cabeças-de-lista dos partidos ou coligações concorrentes, acabando-se com a nomeação pelo Presidente da República.

A eleição dos membros das assembleias provinciais vai decorrer em simultâneo com as eleições presidenciais e legislativas.

A CNE é composta por 17 elementos, com representação proporcional dos partidos eleitos, elementos do setor judicial e da sociedade civil.

Os últimos meses, a CNE foi alvo de polémica por ter concluído um recenseamento que concede direito de voto a 300 mil pessoas no círculo de Gaza (tradicional bastião da Frelimo), acima do estimado pelo Instituto Nacional de Estatística.

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