"O que nós queremos é chamar outra vez os parceiros internacionais, os doadores, e dizer-lhes que estamos neste estágio e que queremos chegar àquele estágio que combinámos inicialmente. E, naturalmente, para vermos o que é que cada um vai continuar a desembolsar (...) e qual a contribuição de cada um", afirmou Daviz Simango em declarações à Lusa, em Lisboa.

O presidente do Conselho Autárquico da Beira, cidade mais afectada pelos ciclones que ocorreram no país no ano passado, defendeu que "é muito importante juntar sinergias" e perceber-se o ponto de situação actual, "para que aqueles que, eventualmente, têm mais apoio a dar, saibam exactamente onde alocar esse apoio" e para se evitar duplicação de esforços.

Quanto à data em que se poderá realizar a segunda conferência de doadores, Daviz Simango considerou ser necessário acertar a iniciativa com a agenda do Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi.

"Nós gostaríamos que fosse no primeiro trimestre deste ano", avançou.

A primeira conferência internacional de doadores com o objectivo de angariar apoios para a reconstrução após a passagem dos ciclones Idai e Kanneth, que atingiram o centro e norte de Moçambique, realizou-se em 31 de maio e 01 de Junho de 2019 na cidade da Beira.

O encontro, sob o lema "Por uma Reconstrução Rápida, Resiliente e Abrangente", serviu também para divulgar os resultados da avaliação das necessidades após os ciclones, além de mobilizar recursos para o processo.

A conferência foi organizada pelo Gabinete de Reconstrução Pós Ciclone Idai, em parceria com Banco Mundial, União Europeia, Nações Unidas e Banco Africano de Desenvolvimento.

O ciclone Idai atingiu o centro do país em Março, provocou 604 mortos e afectou cerca de 1,5 milhões de pessoas, nomeadamente na cidade da Beira, enquanto o ciclone Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em Abril, matou 45 pessoas e afectou 250.000 pessoas.

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