O sector de Educação em Manica diz que 230 alunos não regressaram mais à escola depois da passagem do ciclone Idai, em Março, muitos porque perderam o suporte parental ou abandonaram as aldeias devastadas. Trinta alunos desistiram por causa da fome.

“Estamos agora a trabalhar com os lideres comunitários e com projectos e parceiros de cooperação da área de educação para ver se podem ir de casa em casa a perseguir os alunos” diz Albino Chimoio, da direção distrital de Educação e Desenvolvimento Humano.

Chimoio adianta que já foram inscritos mais da metade dos alunos que vão ingressar pela primeira vez no ensino no ano lectivo de 2010, reconhecendo, contudo, que há muito por se fazer nas comunidades.

Uma pesquisa da organização não-governamental “Educação Não Pode Esperar” diz que o ciclone traumatizou as crianças.

“Estamos a trabalhar na sensibilização, para levarmos a criança de volta à escola” disse Martinho Queface, oficial de apoio psicossocial daquela organização, que apoia o sector da Educação em Dombe, a zona mais devastada pelo ciclone em Manica.

Na mesma zona, uma iniciativa de uma escola local, que viu 30 alunos desistirem por fome, produz banana e hortícolas para estimular os alunos a não desistirem oferecendo refeições.

“A quantidade não é suficiente, mas minimiza a situação”, disse Armando Capaunde, director da escola primaria de Sanguene, no posto administrativo de Dombe.

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