Equipas de socorro do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e agências das Nações Unidas estão no terreno a avaliar a situação, referiu fonte oficial.

Alguns bairros da capital provincial de Sofala continuam sem electricidade, há zonas inundadas, vias cortadas devido à queda de árvores e outras estruturas e parte do estádio municipal da Munhava desabou.

Fonte do Hospital Central da Beira ouvida pela Rádio Moçambique disse não haver registo de feridos relacionados com a intempérie.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) anunciou hoje que o ciclone está a enfraquecer desde que entrou em terra, proveniente do oceano Índico, ao princípio da noite de quinta-feira.

Para hoje prevê-se que continue a avançar em direcção a oeste com ventos de 140 a 160 quilómetros por hora, chuva e trovoadas intensas, que afectam sobretudo as províncias no seu percurso - Sofala, Manica -, mas também Zambézia, Inhambane e Tete.

Karin Mantente, representante do Programa Alimentar Mundial (PAM) no país, disse hoje à Lusa que há produtos alimentares e cinco helicópteros de diferentes entidades de socorro prontos a entrar em acção na região centro logo que haja condições meteorológicas para operarem.

Uma caravana com os diferentes membros das operações deverá circular hoje entre Caia e Beira para avaliar os danos e necessidades.

O ciclone só deverá dissipar-se sobre o Zimbábue, no sábado, de acordo com as previsões.

Esta é a segunda tempestade forte a assolar o centro e norte de Moçambique em pouco mais de uma semana.

Desde dia 06 de Março, pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 103.000 foram afetadas pelas chuvas fortes e inundações no centro e norte de Moçambique, anunciou o Escritório das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA).

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