Chang está detido desde Dezembro de 2018, na África do Sul, a pedido dos Estados Unidos que o acusam de crimes financeiros ligados ao escândalo das dívidas ocultas de Moçambique, no valor de pelo menos dois mil milhões de dólares americanos.

A renúncia de Chang foi divulgada hoje pela presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, que recentemente foi questionada por ter afirmado que havia sido “relaxada” a sua imunidade.

Machicame diz que há fortes possibilidades de Chang seguir para os Estados Unidos, porque houve uma evolução muito substancial na posição das autoridades sul-africanas, relativamente a este processo.

Segundo este jurista, é impossível separar esta renúncia da intenção manifesta por parte de Manuel Chang e da equipa de defesa, de o antigo ministro das Finanças voltar para Moçambique para responder ao processo das dívidas ocultas.

Machicame afirma ter havido, nos últimos dias, um desenvolvimento muito importante, que é a posição do actual ministro sul-africano da Justiça, que deve pender mais para a hipótese de extradição para os Estados Unidos, em contra-ponto com uma anterior posição, que era de repatriá-lo para Moçambique.

Um dos argumentos que o actual ministro sul-africano da Justiça apresenta é de que se Manuel Chang ainda não perdeu a sua imunidade parlamentar, se ele voltar para Moçambique ele não será detido, havendo indícios fortes de práticas ilícitas no âmbito das dívidas ocultas.

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