Segundo o programa, o corpo de Serifo Nhamadjo, que morreu em 17 de março em Portugal vítima de doença, chega a Bissau cerca das 12:00 locais proveniente de um voo de Lisboa.

No aeroporto de Bissau, inicia-se o cortejo fúnebre, que passará pela casa do antigo Presidente de transição, no Bairro Militar, seguindo depois para a Assembleia Nacional Popular, onde o corpo ficará em câmara ardente.

As cerimónias fúnebres têm início às 15:00 locais com a presença de 5% dos deputados, por causa das medidas de combate à pandemia da COVID-19, e outras entidades oficiais, incluindo o presidente do parlamento guineense, primeiro-ministro e Presidente da República.

Do parlamento, as cerimónias religiosas prosseguem na casa de Serifo Nhamadjo, sendo depois sepultado na sua residência, no jazigo de família, onde serão disparadas 21 salvas de canhão.

Nascido em 25 de março de 1958, Serifo Nhamadjo, dirigente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), foi Presidente de transição da Guiné-Bissau entre maio de 2012 e junho de 2014.

Assumiu a liderança do período transitório na Guiné-Bissau, na sequência de um golpe de Estado, protagonizado por militares. Antes desempenhou as funções de primeiro vice-presidente do parlamento guineense.

Político que se assumia como amante da paz, justiça e estabilidade, Serifo Nhamadjo era formado em contabilidade e análises em Portugal e era também um assumido amante do futebol, particularmente do Benfica, tendo chegado a ser presidente da casa daquele clube em Bissau.

Foi ainda fundador e primeiro presidente do Clube Desportivo de Mansaba, no interior norte da Guiné-Bissau.

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