“Estamos a reivindicar e a exigir a reposição da legalidade”, afirmou Queba Djaite, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), líder da oposição na Guiné-Bissau e que vai apresentar Umaro Sissoco Embalo como candidato às presidenciais.

Além do Madem-G15 participaram no protesto pacífico, apoiantes do Partido de Renovação Social (terceira força no parlamento guineense), do movimento de apoio de José Mário Vaz, atual Presidente da Guiné-Bissau, que se vai recandidatar, da candidatura do antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, e da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau.

A marcha decorreu entre o Espaço Verde e o Palácio do Governo, em Bissau.

Aqueles partidos e movimentos têm defendido a realização de um novo recenseamento ou atualização do anterior, alegando que a correção dos cadernos eleitorais é uma ilegalidade.

O Governo da Guiné-Bissau apresentou um plano de consolidação do registo eleitoral, feito para as legislativas de março, para corrigir dados eleitorais de quase 25.000 eleitores.

Estes eleitores foram impedidos de votar nas eleições legislativas devido a falhas técnicas registadas durante o recenseamento eleitoral e que levaram a que o seu nome não constasse nos cadernos eleitorais, apesar de muitos terem cartão de eleitor.

A candidatura de Carlos Gomes Júnior considerou, em comunicado, que o “ato do Governo não se baseia em nenhuma lei do país e não reúne o consenso dos atores políticos nacionais”.

“Esta candidatura apela a todas as partes interessadas neste processo de eleições presidenciais a se sentarem à mesma mesa e procurarem consensos propensos à pacificação e estabilização do país, porque já é tempo de oferecer ao povo guineense, principal vítima destas guerras fratricidas, um momento de paz e serenidade”, lê-se no comunicado.

As eleições presidenciais na Guiné-Bissau estão marcadas para 24 de novembro e a campanha eleitoral começa a 01 de novembro.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.