“A missão reafirma o seu apoio pleno ao primeiro-ministro, Aristides Gomes, que viu o seu programa do Governo aprovado na Assembleia Nacional Popular a 15 de Outubro, confirmando assim a confiança e o apoio do Parlamento ao Governo”, anunciou o presidente da comissão da CEDEAO, Jean Kassi Brou, ao ler o comunicado final da missão de pouco mais de um dia ao país.

No ponto sete do documento, a organização regional ameaça impor sanções individuais a quem tentar perturbar o processo eleitoral que a CEDEAO encoraja as autoridades a irem até ao fim.

Brou elogiou a iniciativa da Comissão Nacional de Eleições para a implementação do calendário das eleições presidenciais, em particular através da adopção do registo eleitoral, do arquivo das eleições legislativas de 10 de Março de 2019 e pela “preparação do exemplar do boletim”.

Ainda sobre esse processo, “o comité incentiva os 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal a participar na campanha eleitoral, a competir com espírito positivo e sem violência e confirma a sua decisão de mobilizar 70 observadores eleitorais para contribuir para reforçar a transparência e a credibilidade das próximas eleições presidenciais”.

Depois de felicitar “o profissionalismo” da sua própria força que está no terreno, a Ecomib, a CEDEAO exortou as forças de defesa e segurança a se absterem de assumir manifestamente ordens ilegais.

Presidente diz que demissão é irreversível

A missão de mediação da CEDEAO reuniu-se com o Presidente, José Mário Vaz, e o primeiro-ministro cessante, Aristides Gomes.

Entretanto, no terreno, o Presidente disse neste domingo, 3, em Pitche, Gabu, onde esteve em campanha eleitoral, que vai convocar uma reunião do Conselho de Defesa Nacional para analisar a situação e reiterou que a decisão de exonerar o Governo liderado por Aristides Gomes é “irreversível”.

“Posso garantir-vos que a minha decisão de exonerar o Governo é irreversível. O meu decreto não irá por água abaixo. Já não havia condições de coabitação entre o Presidente e o primeiro-ministro demitido”, revelou Vaz, acrescentando que Gomes “nem sequer vinha para os encontros oficiais comigo”.

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