"Fizemos uma carta de moção de agradecimento aos Estados Unidos. O MDM quer agradecer e dar forças para que continuassem e chegassem até à extradição deste indivíduo", disse à Lusa Augusto Pelembe, porta-voz do MDM, em Maputo.

Manuel Chang, antigo ministro das Finanças de Moçambique, foi detido no dia 29 de dezembro na África do Sul, à luz de um mandato internacional emitido pelos Estados Unidos na sequência de uma investigação que visa o processo de contratação de empréstimos de mais de dois mil milhões de euros a favor das empresas públicas Proindicus, MAM e Ematum.

A terceira força política moçambicana considera que o povo moçambicano não deve pagar pelas dívidas, considerando que está provado que o processo de contratação foi fraudulento.

"Apelamos ao parlamento e à comunidade internacional para nos ajudar a retirar as dívidas do orçamento do Estado", declarou Augusto Pelembe.

Para entregar a carta à embaixada norte-americana, o MDM organizou uma passeata, com objetivo de percorrer os principais pontos da cidade de Maputo em direção à embaixada norte-americana, mas a polícia intercetou o grupo, obrigando os membros do partido a dispersar.

A Lusa contactou o porta-voz da Pplícia moçambicana em Maputo, Orlando Modumana, que disse não ter tomado conhecimento do caso.

No caso das dívidas ocultas de Moçambique, além do antigo ministro moçambicano das Finanças Manuel Chang, foram detidos também outros três antigos banqueiros do Credit Suisse, em Londres, e um intermediário libanês da Privinvest, no aeroporto de Nova Iorque.

A investigação visa o processo de contração de empréstimos de mais de dois mil milhões de euros a favor das empresas públicas Proindicus, MAM e Ematum, criadas para a segurança marítima e pesca, avalizados pelo anterior Governo moçambicano sem a aprovação da Assembleia da República e à margem da lei orçamental, precipitando uma crise de dívida no país e o corte do apoio direto dos doadores ao Orçamento do Estado.

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