Cadeado faz o comentário em entrevista a VOA, após ter sido noticiado que as multinacionais Exxon Mobil e Total pediram ao governo de Maputo o aumento de militares para combater os referidos grupos.

O aumento de militares, por si só, “não irá garantir a segurança,” vaticina Cadeado, que lamenta a situação de desespero vivida pela população de Cabo Delgado.

“Sem poder operativo acrescido do Estado, sem uma estratégia mais ofensiva, isto não vai acabar tão já”, diz o professor da Universidade Joaquim Chissano, em Maputo.

Na sua leitura “neste momento, o Estado não está a fazer ações contínuas de perseguição , o que dá um certo conforto aos insurgentes,” que desde 2017 mataram mais de 350 pessoas e destruíram centenas de casas.

Noutro comentário, Cadeado questiona: “Será que (as empresas) estão a ver algum nível de intensificação da ameaça aos projectos?”

A Exxon Mobil, contactada pela VOA, respondeu por escrito que não faz comentários relativos à contactos com governos.

Nessa comunicação, a empresa diz que continua a “monitorar” questões de segurança, em Cabo Delgado, e trabalha em estreita colaboração com o governo no que diz respeito à garantia da proteção de pessoas, operações e instalações.

Acompanhe a entrevista com Calton Cadeado:

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