A data foi marcada na quarta-feira, após as alegações finais no julgamento dos 189 arguidos e que se iniciou em 03 de Outubro de 2018.

No total, foram 20 sessões, dirigidas por Geraldo Patrício, juiz da causa, que pediu este tempo para analisar os argumentos e as provas "com profundidade".

Entre os arguidos, estão moçambicanos e estrangeiros, maioritariamente da Tanzânia, país com zonas que fazem fronteira com os distritos moçambicanos que têm sido alvos de ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado.

As dezenas de detenções e o julgamento em curso não têm conseguido conter a violência em Cabo Delgado, multiplicando-se ataques por parte de grupos armados e acusações de abusos de direitos humanos contra as Forças de Defesa e Segurança (FDS).

De acordo com números oficiais, pelo menos 140 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança, morreram desde que a onda de violência começou.

Este é o primeiro dos cinco processos que correm na justiça moçambicana relacionados com os ataques de grupos desconhecidos em Cabo Delgado.

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