Avramoupolos defendeu uma “intensificação” da cooperação com países como Argélia, Marrocos, Tunísia, Egito, Líbia e Níger, de modo a que possam ser criadas “plataformas regionais de desembarque” que evitem que os migrantes arrisquem a vida em embarcações para tentarem chegar à UE.

Esta medida de criação de um sistema de desembarque regional, proposta no âmbito da redução das operações de busca e salvamento de migrantes, poderia ainda envolver parceiros como a agência da ONU para os refugiados.

Num documento preparatório do Conselho Europeu da próxima semana, o executivo comunitário constata haver “um apoio crescente ao estabelecimento de uma lista da UE de países terceiros e países de origem seguros onde todos os novos pedidos de asilo seriam verificados para ver se a transferência da responsabilidade pelo pedido de asilo é possível”.

A contrapartida para os países aderentes seria, adiantou o comissário, um aumento do apoio financeiro e material.

O tema das migrações domina a agenda da cimeira europeia de 28 e 29, em Bruxelas, tendo o presidente da Comissão Europeia convocado um grupo de Estados-membros, cuja composição não foi ainda revelada, para discutir o problema que, para o executivo comunitário, ameaça o futuro da UE.

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