Falando em conferência de imprensa, em Bruxelas, o porta-voz do executivo comunitário Eric Mamer confirmou que este encontro se realizará este mês, lembrando que “no acordo de saída [do Reino Unido da União Europeia] já estava prevista uma reunião de alto nível para junho” focada no balanço do progresso das negociações.

Também falando na ocasião, o porta-voz da instituição para as negociações entre Bruxelas e Londres, Daniel Ferrie, indicou não ser, porém, “ainda possível indicar a data dessa reunião ou mais detalhes sobre o seu formato”.

As declarações foram feitas no dia em que arranca uma nova ronda de negociações para o futuro comercial de Bruxelas e Londres, após o ‘Brexit’, numa semana decisiva para avançar nos trabalhos, dado o balanço dos progressos no final deste mês.

Esta é a quarta ronda de negociações relativa à futura parceria comercial após a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), em final de janeiro passado, e será realizada à distância e por meios tecnológicos, dada a pandemia de covid-19, entre as equipas dos lados comunitário e britânico, respetivamente lideradas por Michel Barnier e por David Frost.

As discussões estiveram suspensas devido à pandemia – desde logo por ambos os negociadores terem sido infetados pelo novo coronavírus – e estão agora a ser realizadas por videoconferência, tendo em vista conseguir progressos palpáveis até ao final deste mês, altura prevista para um balanço das discussões.

Para junho continua, então, a estar prevista uma reunião de alto nível para avaliar o progresso e decidir sobre uma eventual extensão do período de transição, que termina em 31 de dezembro.

Porém, ainda não se registaram quaisquer progressos ou cedências.

Entre os assuntos com mais divergências estão o acesso equilibrado a ambos os mercados, a governança da futura parceria, a proteção dos direitos fundamentais e o setor das pescas.

O Reino Unido abandonou oficialmente a UE em 31 de janeiro passado, mas permanece dentro do seu espaço económico e regulatório até ao final do ano, durante o chamado período de transição.

O acordo de saída entre o Reino Unido e a UE permite que o prazo seja prorrogado por dois anos, mas o Governo britânico não quer o prolongamento para além de 31 de dezembro.

Resta então apenas mais uma ronda nas negociações, a desta semana, antes de as duas partes fazerem um balanço, tendo Londres já admitido abandonar as negociações se não houver suficiente progresso.

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