O chefe de Estado brasileiro e o primeiro-ministro israelita pretendem reforçar as trocas comerciais e económicas entre ambos países. Os compromissos rondam, no momento, os 1,2 mil milhões de euros.

O objectivo de Israel é ainda alargar a sua base de apoio na ONU, ao estabelecer relações económicas com novas regiões do globo.

Recorde-se que o primeiro-ministro israelita visitou, em 2017, vários outros países da América Latina: Argentina, Colômbia e México.

A presença de Netanyahu em território brasileiro agrada, sobretudo, aos apoiantes evangélicos de Bolsonaro, muito próximos do Estado hebreu.

O Presidente brasileiro fez, entretanto, saber que pretende seguir os passos do seu colega Donald Trump, transferindo a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém. Trata-se, contudo, dum anúncio polémico, que pode provocar represálias comerciais por parte dos países árabes, importantes importadores de carne brasileira.

Durante a estadia no Brasil, Netanyahu poderá também reunir com o secretário de estado americano, Mike Pompeo, à margem da cerimónia de posse. A Síria e a saída de 2000 militares americanos do país será o principal tema de conversa.