Perante a imprensa, numa unidade hoteleira de Bissau, Moussa Abdou, perito informático do Níger, contratado pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), apresentou os resultados da auditoria, perante representantes de 10 dos 12 candidatos às eleições presidenciais, jornalistas e alguns elementos da comunidade internacional.

O perito explicou os procedimentos técnicos que utilizou, na presença de técnicos informáticos guineenses, para auditar os ficheiros eleitorais e no final dos trabalhos concluiu que os dados "são fiáveis e estão intactos" desde as eleições legislativas de março.

"Os mesmos dados que foram deixados no servidor, durante as legislativas, são os que estão no servidor", declarou, com o braço no ar, em forma de juramento de honra, Moussa Abdou, que agora vai remeter à CEDEAO, na sua sede em Abuja, na Nigéria, as conclusões da peritagem aos ficheiros eleitorais da Guiné-Bissau.

761.676 eleitores podem ir a votos

O representante da organização em Bissau, Blaise Dipló, indicou que a sua organização estava a cumprir com uma promessa feita aos candidatos às presidenciais do próximo dia 24, em como os ficheiros seriam auditados e os resultados seriam publicados.

Blaise Dipló afirmou que, "tal como se viu, os ficheiros estão intactos e fiáveis" e pediu que todos os guineenses "retenham na memória que 761.676 eleitores estão habilitados a votar" nas eleições presidenciais.

À sessão de apresentação pública dos resultados da auditoria aos ficheiros eleitorais, faltaram os representantes dos candidatos José Mário Vaz e Carlos Gomes Júnior, ambos independentes. A CNE disse ter enviado o convite para todos.

Domingos Cá, representante do candidato Afonso Té, pediu à CNE que fizesse chegar a todos os concorrentes os resultados da auditoria aos ficheiros e Ester Fernandes, representante do candidato Domingos Simões Pereira, disse estar satisfeita, não tendo nada a apontar à peritagem feita aos dados eleitorais.

O presidente da CNE, o juiz José Pedro Sambu, voltou a frisar a existência de "todas as condições materiais, logísticas e financeiras" para a votação no próximo dia 24.

por: Agência Lusa

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