O Papa Bento XVI, que inicia terça-feira uma primeira viagem de uma semana aos Camarões e a Angola, disse hoje desejar "tomar nos seus braços" toda a África, com as suas "feridas dolorosas" e as suas "enormes esperanças".

"Com esta visita, desejo tomar nos meus braços todo o continente africano: as suas mil diferenças, as suas culturas antigas e o seu caminho difícil em direcção ao desenvolvimento e a reconciliação, os seus graves problemas, as suas feridas dolorosas, o seu grande potencial e as suas enormes esperanças", declarou o Papa durante a oração do Angelus.

Referindo os "desafios e esperanças que animam" o continente africano, Bento XVI disse pensar "nas vítimas da fome, das doenças, das injustiças, dos conflitos fratricidas e em cada forma de violência que infelizmente continua a afectar adultos e crianças e não poupa os missionários, padres, religiosos, religiosas e voluntários". Bento XVI disse desejar "confirmar a fé dos católicos, encorajar os cristãos no seu compromisso ecuménico e transmitir a todos o anúncio da paz confiada à Igreja por Cristo ressuscitado".

O papa visita os Camarões e Angola de 17 a 23 Março. Em Yaoundé, dirigir-se-á a todos os africanos e encontrar-se-á a 19 de Março com os representantes dos episcopados de 52 países reunidos para preparar um sínodo sobre África previsto para Outubro no Vaticano. Em Angola, país que trata ainda as feridas de 27 anos de guerra civil, questionará a comunidade internacional sobre as suas responsabilidades em África durante um encontro, a 20 de Março, com os embaixadores acreditados em Luanda.

Para Bento XVI, 2009 é o ano de África, onde a Igreja católica regista um dinamismo importante, apesar da concorrência das correntes evangélicas protestantes e do Islão. Segundo estatísticas oficiais do Vaticano, o número de fiéis subiu três por cento em 2007, tendo continuado estável no conjunto do planeta.

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