O Banco Comercial e de Investimento de Moçambique, detido pela Caixa Geral de Depósitos, criará, em 2011, serviços financeiros facilitados e privilegiados aos funcionários públicos, ao abrigo de um acordo rubricado com o Ministério das Finanças.

O protocolo foi rubricado, na quinta-feira, em Maputo, pelo secretário Permanente do Ministério das Finanças de Moçambique, Paulo Manhique, e o administrador do BCI, José da Silva Francisco.

O memorando de cooperação, com duração de cinco anos e renovável, permite que os funcionários públicos recebam os ordenados por via do BCI, mediante uma solicitação.

O Banco Comercial e de Investimento (BCI) de Moçambique já paga salários aos funcionários do Estado, mas os ordenados da grande maioria dos empregados públicos são pagos pelo Estado por via do Millennium BIM, detido pelo Millennium BCP.

A segunda maior instituição financeira do país, com uma quota de mercado superior a 30%, pretende alargar o número de trabalhadores da função pública que beneficiam deste serviço.

O protocolo agora assinado abrange exclusivamente os funcionários que recebem pela folha de salários do Ministério das Finanças, mas a adesão aos serviços disponibilizados pelo BCI é de carácter individual e voluntária.

No âmbito do protocolo, os funcionários públicos poderão ter acesso a créditos de habitação, leasing automóvel e de habitação, entre outros serviços financeiros oferecidos pelo BCI.

O administrador do BCI disse que "os funcionários poderão ter acesso a crédito para todas as necessidades e outros serviços financeiros, facilidades de liquidez e adiantamento de salário".

"Para isso criamos mecanismos simples que permitem a facilitação do acesso a estes serviços", garantiu José da Silva Francisco.

O acesso aos serviços depende da capacidade de endividamento de cada funcionário, não podendo, porém, exceder 30% do salário.

"Estamos preparados para canalizar os salários para onde os trabalhadores querem. Se preferirem receber por via do BCI assim será, mas só para os que quiserem, não é obrigatório", afirmou Paulo Manhique.

Oje

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