Este valor, que representa "as primeiras estimativas", foi anunciado após uma reunião, na quinta-feira, em Washington, à margem das reuniões da primavera do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI), , entre o Banco Mundial e representantes dos países afetados e de outros parceiros.

Em comunicado, o Banco Mundial refere que mobilizou "recursos substanciais", que não quantificou, para "reparar estradas e canalizações de abastecimento de água e esgotos, higiene, controlo e prevenção de doenças, agricultura e segurança alimentar".

A instituição financeira internacional diz que vai "procurar ter acesso a recursos adicionais", através de um trabalho em conjunto com doadores para "mobilizar um fundo" e, numa fase seguinte, desenvolver esforços para a "reconstrução e recuperação a médio e longo prazo nos países elegíveis".

De acordo com o documento, os participantes "reconhecem a importância da colaboração global para recuperação e reconstrução" de populações vulneráveis ao "clima e ao risco de desastre", e estão de acordo quanto à "importância de continuar esta discussão fundamental" em futuros eventos.

Além de representantes de Moçambique, Maláui e Zimbabué, estiveram presentes também elementos do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, do Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID) britânico, e do Escritório das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA).

Na quinta-feira, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) lançou um apelo para a recolha de 323 milhões de dólares (287 milhões de euros) para "responder à crise de forma eficaz" e "prestar assistência humanitária com urgência", após a passagem do ciclone que terá afetado cerca de três milhões de pessoas.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de março.

Em Moçambique, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos e afetou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo o mais recente balanço.

O Ministério da Saúde de Moçambique anunciou na quinta-feira a oitava morte causada pelo surto de cólera que irrompeu a seguir à passagem do ciclone Idai pelo centro do país.

Na quarta-feira, as autoridades do Zimbabué anunciaram que a passagem do Idai causou 344 mortos no país, revendo em alta estimativas anteriores, que indicavam entre 180 a 250 vítimas mortais. Estão ainda pelo menos 257 pessoas dadas como desaparecidas no leste do país.

Na Maláui, as inundações provocadas pela passagem do ciclone provocaram 59 mortos e quase 900 feridos.

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