“Temos plena consciência de que essas quantidades são insignificantes para aquilo que são as necessidades da província face às dificuldades e problemas dessas comunidades deslocadas, mas foi o que foi possível”, disse Tomás Matola, presidente do conselho de administração do BNI, citado hoje pela Televisão de Moçambique.

Os alimentos, que incluem feijão, arroz e açúcar, foram entregues ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e deverão ser distribuídos pelas centros de acolhimento de deslocados devido ao conflito armado naquela província.

Além dos alimentos, o BNI entregou ainda mil cobertores, mil capulanas e 500 máscaras para prevenção do novo coronavírus.

"Reiterar o nosso apelo a todas as pessoas de boa vontade para que sigam o exemplo, de modo a que os nossos compatriotas sejam encorajados a pensar que a vida continua", disse Armindo Ngunga, secretário de Estado em Cabo Delgado.

A província nortenha de Cabo Delgado está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como ameaça terrorista.

Em dois anos e meio de conflito em Cabo Delgado, onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural (liderado pela francesa Total), estima-se que já tenham morrido, pelo menos, 1.000 pessoas.

De acordo com as Nações Unidas, os ataques armados já forçaram à fuga de mais de 250.000 pessoas de distritos afetados pela violência, mais a norte da província.

Moçambique regista 2.269 casos positivos de covid-19 e 16 vítimas mortais.

EYAC // PJA

Lusa/Fim

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