"As Forças de Defesa e Segurança têm estado a incrementar ações operativas nalguns distritos de Cabo Delgado, visando repelir e combater os malfeitores que têm tido esporádicas incursões, tendo como alvos civis e as FDS", lê-se num comunicado da PRM distribuído hoje à imprensa.

No documento, a Polícia acrescenta que as FDS estão em "prontidão combativa" para garantir a ordem, segurança e tranquilidade públicas, livre circulação de pessoas e bens dos ataques armados na zona centro do país.

"Na província de Sofala e Manica, as FDS têm se desdobrado em várias frentes operacionais, em patrulhas ostensivas, visando prevenir e rechaçar quaisquer ataques armados perpetrados por homens armados da Renamo", acrescenta-se no documento.

Em alguns pontos do Norte e Centro do país, especificamente em Cabo Delgado, Sofala e Manica, grupos armados têm protagonizado ataques contra viaturas civis, autoridades e aldeias.

No Norte, na província de Cabo Delgado, os ataques de grupos armados eclodiram há mais de dois anos e já provocaram pelo menos 300 mortos, além de deixar cerca de 60.000 afetados ou obrigados a abandonar as suas terras e locais de residência, de acordo com a mais recente revisão do plano global de ajuda humanitária das Nações Unidas.

Por outro lado, no Centro do país, especificamente nas províncias de Sofala e Manica, grupos armados têm protagonizado ataques contra viaturas em dois dos principais corredores rodoviários moçambicanos, a Estrada Nacional 1 (EN1), que liga o Norte ao Sul, e a Estrada Nacional 6 (EN6), que liga o porto da cidade da Beira ao Zimbabué e restantes países do interior da África austral.

Desde agosto de 2017, pelo menos 21 pessoas morreram em ataques de grupos armados que deambulam pelas matas nas províncias de Manica e Sofala e as autoridades têm responsabilizado os guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), liderados por Mariano Nhongo, general dissidente do partido e que exige a renúncia do atual líder, Ossufo Momade.

A Renamo, por sua vez, distancia-se dos episódios, considerando que continua a cumprir com as cláusulas do acordo de paz assinado em 06 de agosto do ano passado entre Ossufo Momade e o chefe de Estado, Filipe Nyusi.

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