“As Forças de Defesa e Segurança estão em permanente prontidão combativa, desdobrando-se em diversas frentes operacionais, lê-se num comunicado do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) distribuído hoje à imprensa.

Sem avançar detalhes, as autoridades moçambicanas garantem que se estão a “desdobrar num patrulhamento ostensivo, visando repelir e combater os autores dos ataques”, acrescenta o documento, no qual se refere ainda que a última foi “relativamente calma”.

Em alguns pontos do Norte e Centro do país, especificamente em Cabo Delgado, Sofala e Manica, grupos armados têm protagonizado ataques contra viaturas civis, autoridades e aldeias.

No norte, na província de Cabo Delgado, os ataques de grupos armados eclodiram há dois anos e já provocaram pelo menos 300 mortos, além de deixar cerca de 60.000 afetadas ou obrigadas a abandonar as suas terras e locais de residência, de acordo com a mais recente revisão do plano global de ajuda humanitária das Nações Unidas.

Por outro lado, no Centro do país, especificamente nas províncias de Sofala e Manica, grupos armados têm protagonizado ataques contra viaturas em dois dos principais corredores rodoviários moçambicanos, a Estrada Nacional 1 (EN1), que liga o Norte ao Sul, e a Estrada Nacional 6 (EN6), que liga o porto da cidade da Beira ao Zimbabué e restantes países do interior da África austral.

Desde agosto, pelo menos 21 pessoas morreram em ataques de grupos armados que deambulam pelas matas nas províncias de Manica e Sofala e as autoridades moçambicanas têm responsabilizado os guerrilheiros da Renamo liderados por Mariano Nhongo, general dissidente do partido e que exige a renúncia do atual líder, Ossufo Momade

A Renamo, por sua vez, distancia-se dos episódios, considerando que continua a cumprir com as cláusulas do acordo de paz assinado a 06 de agosto entre Ossufo Momade e o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

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