O aviso abrange os cinco distritos em que se prevê que o ciclone, oriundo do oceano Índico, entre em terra durante a tarde de hoje: Muanza, Cheringoma, Búzi, Dondo e Beira.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inam) prevê que o ciclone provoque ventos que podem rondar os 200 quilómetros por hora, acompanhados por chuva muito forte, trovoadas severas e ondulação marítima que pode chegar aos 10 metros.

O governo de Sofala anunciou que as escolas vão estar fechadas na quinta-feira.

Vários serviços também já começaram a fechar as portas na cidade de Chimoio, na província de Manica.

Manica está na rota prevista para o ciclone, depois de Sofala.

A tempestade só deverá dissipar-se sobre o Zimbábue e é a segunda em pouco mais de uma semana.

Neste período, pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 103.000 foram afectadas pelas chuvas fortes e inundações no centro e norte de Moçambique, anunciou na quarta-feira o Escritório das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA).

Na terça-feira, o Conselho de Ministros de Moçambique decretou um alerta vermelho para preparar o país para enfrentar o ciclone Idai.

Moçambique é ciclicamente afectado por calamidades naturais, com o sul a registar seca e o centro e norte cheias.