"Estamos cientes de que muitas populações estão deslocadas dos seus locais, então, estudos estão a ser feitos", disse o presidente da CNE, em declarações hoje à comunicação social.

O Governo moçambicano adiou a data de início do recenseamento eleitoral de 01 para 15 de abril, devido às consequências da passagem do ciclone Idai pelo centro do país.

"Temos 45 dias para realizar o recenseamento eleitoral. Se não for no primeiro dia, faremos no segundo ou no décimo dia, mas a palavra de ordem é recensear até o último cidadão", declarou o presidente da CNE.

Abdul Carimo afirmou os órgãos eleitorais estão a enviar o material para a realização do recenseamento eleitoral aos 11 círculos eleitorais.

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de março.

Segundo o último balanço das autoridades moçambicanas, o ciclone fez 602 mortos e 1.641 feridos, tendo afetado mais de 1,5 milhões de pessoas no centro de Moçambique.

As eleições gerais estão marcadas para 15 de outubro.

Pela primeira vez, além de escolherem o parlamento e o Presidente da República, os moçambicanos vão eleger os governadores das 11 províncias, que deixam de ser nomeados pelo poder central.

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