Paulo Vahanle, citado hoje pelo diário Notícias, disse que está disponível para colaborar com as autoridades judiciais, adiantando que não recebeu nenhuma notificação judicial sobre a denúncia que está a ser investigada.

"Não me recordo de te recebido uma notificação para responder a um caso de corrupção", frisou o autarca de Nampula, uma das principais cidades.

Paulo Vahanle apontou que, por iniciativa própria e do seu elenco, fez chegar ao Ministério Público provas de casos de corrupção que estão a acontecer no município de Nampula.

O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Nampula abriu uma investigação a uma denúncia de corrupção contra o autarca daquela capital provincial, disse na semana passada à Lusa o porta-voz daquele órgão, José Sopa.

"Recebemos uma denúncia de corrupção contra o presidente do conselho municipal da cidade de Nampula e iniciámos uma investigação", afirmou José Sopa.

Sopa avançou que a investigação recai também sobre outros membros do conselho municipal referidos na denúncia como estando envolvidos em atos de corrupção.

Paulo Vahanle denunciou publicamente em junho casos de alegada corrupção envolvendo funcionários do seu município.

O autarca de Nampula foi eleito pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, e ocupa o cargo há mais de dois anos - sendo que a Renamo dirige oito dos 53 municípios do país, cabendo um ao Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e os restantes 44 à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder.

Vahanle ascendeu ao cargo em abril de 2018 depois de vencer na eleição intercalar de março desse ano, na sequência do assassinato em outubro de 2017 do seu antecessor Mahamudo Amurane (MDM).

Paulo Vahanle voltou a ganhar nas eleições autárquicas de outubro de 2018 realizadas em todo o país para um mandato de cinco anos.

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