"Naturalmente, devido à situação - que o Governo e autoridades estão a fazer esforços para resolver o mais depressa possível -, há medidas que são tomadas e isso, no final do dia, irá encarecer um pouco aquilo que são os custos operacionais", referiu Carlos Zacarias, líder da entidade reguladora, em conferência de imprensa, em Maputo.

Questionado sobre se são custos recuperáveis, aquele responsável deixou a porta aberta à possibilidade.

"Alguns desses custos, se estiverem relacionados com segurança de um determinado empreendimento, naturalmente que são custos que, de alguma forma, estão associados à condução de operações petrolíferas", concluiu.

Os custos recuperáveis são os que usualmente estão associados às fases de pesquisa, desenvolvimento e exploração e que podem ser dedutíveis na determinação do rendimento coletável.

Em fevereiro de 2019, um trabalhador de uma empresa subcontratada pela petrolífera Anadarko - que, entretanto, cedeu posição à Total - foi morto por grupos armados que aterrorizam a região desde 2017.

Na altura, a empresa disse à Lusa que havia garantias de reforço de segurança por parte do Governo e "outras medidas" em curso, sem especificar.

No entanto, os ataques têm continuado e em janeiro, no final da cimeira Reino Unido - África, em Londres, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse ter conversado com empresas interessadas em ajudar a resolver o problema, sem detalhar.

Nunca houve uma reivindicação da autoria da violência, com exceção para comunicados do grupo ‘jihadista' Estado Islâmico, que desde junho tem vindo a chamar a si alguns deles, com alegadas fotos das ações, mas cuja presença no terreno especialistas e autoridades consideram pouco credível.

Os ataques já provocaram entre 350 e 400 mortos entre agressores, residentes e militares moçambicanos, além de deixar cerca de 60.000 afetados ou obrigados a abandonar as suas terras e locais de residência, de acordo com a mais recente revisão do plano global de ajuda humanitária a Moçambique das Nações Unidas.

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