"Expressamos o nosso compromisso de continuar a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir a necessária assistência humanitária e reenquadramento dos funcionários e agentes do Estado", disse Filipe Nyusi, citado num comunicado da Presidência da República, por ocasião do dia Internacional da Função Pública, que se assinal.

A província de Cabo Delgado, onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural, está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como uma ameaça terrorista.

Nas suas incursões, além de destruir aldeias do norte da província, os grupos armados têm atacado instituições estatais e, em alguns casos, obrigando funcionários públicos e agentes de Estado a procurarem refúgio em outros locais.

Em dois anos e meio de conflito naquela província do norte de Moçambique, estima-se que já tenham morrido, pelo menos, 600 pessoas e que mais de 200 mil já tenham sido afetadas, sendo obrigadas a procurar refúgio em lugares mais seguros.

"Temos consciência de que, entre os mais afetados por todas estas adversidades, há um número considerável de funcionários e agentes do Estado", refere Filipe Nyusi, reiterando a sua solidariedade com todos os funcionários públicos e populações que "direta ou indiretamente foram afetadas" pela violência armada e pelos ciclones Kenneth e Idai, que se abateram sobre o norte e centro do país em 2019, provocando a morte de mais de 600 pessoas.

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